Zoiano o Blog

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Crônica: Melhor que Barretos? Duvido !

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... 6H30 da manhã... estou eu em pleno mês de fevereiro de 1987 desembarcando do ônibus.... aquele meio dourado, Viação São Manoel!

Retornando para minha cidade natal, cidade esta que deixei com meus 10 anos de idade rumo à capital, indo morar em um bairro cujo nome era Socorro!

Nesta época minha mãe buscava sua cadeira efetiva de professora e que, para conquistar tal vaga teve que deixar suas raízes... nossa terrinha amada, Barretos.

Fomos morar neste tal bairro, onde só havia uma avenida asfaltada, e para complicar morávamos lá no alto... bem no meio do morro!

Casinha simples, ou melhor, duas casinhas... de um lado sala e cozinha, no meio separando as mesmas uma varandinha com aquele tanque apoiado apenas com tijolos amarrados em caibros, na outra casinha dois pequenos cômodos... dois quartinhos onde nem porta tinha para separar ambos.

Quando ali deitava para dormir olhava para o teto... telhas eternites pintadas de branco, as paredes em tons verdes de caiação!

Várias foram às vezes que sentava no primeiro degrau daquela imensa escadaria, olhava lá embaixo... na avenida poucos carros transitavam por ela.

Meu pai com sua lambreta e uma caixinha de madeira lotada de pinceis e tintas saia à procura de um novo muro para escrever, minha mãe já tinha ido mais cedo para sua tão amada profissão, professora!

Eu, novo no pedaço naquela imensidão da capital, onde ninguém conhece ninguém, medo... entro, tranco a porta e começo a procurar algo que possa assistir na TV, girando o botão do regulador de voltagem para que não ultrapasse os 110 volts, e na TV preto e branco também girando o botão, não encontro nada que me tire a angustia e a sensação de estar perdido em pleno morro do Socorro.

Pelo vitrô da cozinha vejo vultos, são outros pais de família que estão saindo para o trabalho, descendo a escadaria que ficava ali... colado a cozinha!

Novamente saio da casa, sento próximo ao tanque e ligo o rádio... ali começo a escutar e a conhecer o mundo perigoso da capital pela voz de Gil Gomes, o medo toma conta de mim novamente, desligo o rádio e me tranco no quarto, começo a brincar com meus playmobils, rezando para que as horas passem rápido e que meu pai ou minha mãe cheguem logo!

E assim foi por alguns meses, logo fiz amizades, Caio foi melhor amiguinho de infância, e assim foi até o final de 1978. Já no ano seguinte mudamos para o bairro Santo Amaro... uma casa melhor, próxima da escola onde minha mãe lecionava.
Agora estudava na mesma escola que minha mãe dava aula, mas já adianto a vocês que não era bom, pois as cobranças eram pesadas, tinha sempre que tirar boas notas, afinal eu era filho de professora.

Mas me saia bem na chamada oral, redações e nas apresentações em sala de aula, conseguia manter boas médias com os deliciosos seminários.

Já em 1982 mudamos para Americana, cidade mais tranquila... casa simples, mas um bom bairro, morava apenas 3 quarteirões da escola, já não existia o medo de ir e voltar sozinho.

No ano de 1983, eu e alguns amigos para conseguir alguns pontos positivos na nota resolvemos fazer dublagens de cantores da época no palco da escola, a idéia deu tão certo que acabamos indo parar no Programa Barros de Alencar dançando Menudo, kkkkk... Grupo os Adolescentes, kkkkk, as notas escolares não eram as melhores, mas ficamos famosos na cidade, kkkkk!

Em 1984 com 15 anos de idade meu pai já permitia que eu viajasse sozinho, e lá estava eu nos feriados e férias escolares dentro do ônibus rumo a Barretos... isso até 1987 quando retornei de vez a minha amada Barretos, indo morar com meus avós!

Meu avô, José Lúcio... sistemático já me matriculou de imediato no Ateneu, ali o bicho pegava, Dona Rosa chegava junto, kkkkkk! Neste mesmo ano meus tios montaram aqui na cidade o escritório da Golden Cross, cara... eu gastava um solado danado pra vender esses planos de saúde, rsrsr!

Por ser muito falante, consegui nesta mesma época meu primeiro contrato para trabalhar em campanha eleitoral para o político Dirceu Resende na região de Jales/SP.

Mas pra minha sorte Juninho Soares me contratou pra dar dicas no que se tornaria um grande diferencial do Soares... as Gincanas! E ali começava minha história com o colégio que futuramente partiria para TV.

E assim foi minha jornada, criando provas para as gincanas do Soares, Objetivo, Nomelini... época esta que conheci minha esposa, Lelena, onde juntos bolávamos muitas provas que renderam um bom dinheiro, rsrsrs!

Hoje, estamos a poucos dias de completar 13 anos de casados, 20 anos juntos e com o maior tesouro de nossas vidas, nosso filho Luan!

Por estas e outras é que digo: Melhor cidade que Barretos pra viver? Duvido!

Ótima semana a todos, beijo no coração!!!

SOL SALVADOR

Apresentador de TV - Locutor da Transamérica - Colunista Social Jornal de Barretos

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